Opinião* Divergente - Veronica Roth

00:00 Babi Mac 2 Comments

Título Original:  Divergent
Autora: Veronica Roth
Trilogia: Livro #1
Gênero: Distopia
Ano: 2012
Páginas: 502
Editora: Rocco
Tradutor:Lucas Peterson

     Em 2013 eu conheci as distopias. Me apaixonei perdidamente por esse gênero graças a Suzanne Collins. Mas com certeza foi a Veronica Roth que ocupou um grande e imenso espaço dentro do meu coração. Com Divergente sendo o primeiro de uma trilogia e seu livro de estreia, a autora não deixou a desejar em nenhum detalhe e em nenhuma situação no livro. Um livro rápido de se ler mesmo com a quantidade de páginas e totalmente surpreendente!  
*Gente, antes de começar quero deixar claro que fiz esse post de opinião em 2013 e ainda tenho a mesma opinião sobre a Trilogia. Espero que ainda existam fãs pelo Brasil, mesmo depois de várias críticas ruins sobre o desenrolar da história.

     Como em toda distopia, a forma com que a sociedade age e rege é o foco principal do livro. Nossa protagonista é Beatrice Prior, que acabou de completar 16 anos e precisa se submeter (como todos da sua idade), a fazer um teste de aptidão que fará ela entrar em um dos grupos da cidade de Chicago, que melhor encaixa-se em sua personalidade.
     
     A cidade é dividida em 5 facções:
Erudição - para os inteligentes; 
Franqueza - para os honestos; 
Audácia - para os corajosos;
Amizade - para os bondosos e 
Abnegação - para os altruístas. 
   Beatrice nasceu e cresceu na Abnegação, onde o altruísmo é a virtude mais importante. Só que pra ela, está cada vez mais difícil viver nessa facção já que não condiz com a personalidade dela.
   Quando Beatrice faz o teste, os resultados são inconclusivos. Ela é uma pessoa que pode pertencer a praticamente qualquer uma. Seu teste dá como: Abnegação, Audácia e Erudição. Pessoas que tem esse mesmo resultado, são chamadas de Divergentes.

"-Minha conclusão - explica ela - é que você apresenta aptidão para a Abnegação, a Audácia e a Erudição. Pessoas que apresentam resultados assim são... - Ela olha pra trás como se esperasse ser surpreendida por alguém. - ...são chamadas de... Divergentes. - Sussurra a última palavra tão baixo que quase não a ouço, e um olhar tenso e preocupado volta a dominar seu semblante."

Tris - Tori (Pág. 28)

Com a indecisão tomando conta dela, ainda descobre que seu irmão também está pensando em abandonar a família. Com peso na consciência, ela não quer ser a discórdia da família. E tem que ser a filha que fica.
Ligeiramente confusa, ela faz a escolha que surpreenderá muito mais gente do que ela pensa. Tendo feito a escolha, ela começa a ter o que sempre queria nos seus sonhos mais profundos. A liberdade. 


"...-Qual seu nome?
- É... - Não sei por que hesito. Mas o nome "Beatrice" simplesmente não me parece mais adequado.
-Pode pensar - afirma ele, esboçando um sorriso. - Essa é a sua única chance de escolher um.
Um lugar novo, um nome novo. Posso começar do zero aqui.
- Tris - digo com firmeza.

Quatro e Tris (Pág. 67)



Para inicializar em sua nova facção, Tris não sabia que teria que desafiar a morte. Seu tutor enigmático, Quatro (esse é um apelido gente, depois vocês entenderão o porquê) a prepara junto com Eric, o cara chato e idiota que é um dos líderes da facção. Durante seu treinamento, Tris tem que ficar entre os 10 primeiros da lista para fazer parte de sua nova casa. Porém ela não é a única que quer uma das posições.

Nessa facção onde Tris está, os Abnegados não são tão bem vindos, e ela acaba tendo que lidar com o preconceito vindo das pessoas, além disso sua facção, que cuida da política e do poder da cidade, estão sendo acusados pela Erudição de estarem levando a cidade para o abismo social e econômico.

Mas dentro do Quartel General da sua atual facção, Tris se vê guardando mais segredos do que podia imaginar. Mas como toda história ruim tem seu lado bom, ela faz amizades com Christina e Will que são diferentes, cada um do seu jeito. E é claro, com o Quatro.
Em nenhum momento senti aquele relacionamento amoroso que estou cansada de ver todas as vezes em que leio um livro juvenil. Quatro nenhuma vez olhou para ela como uma garota indefesa. E apesar do ar romântico estar presente no livro e ser bem especial para história (na verdade é muito especial) não é meloso além da conta.

Adoro o desenrolar da vida dos amigos de Beatrice. Will e Christina são os amigos que você imaginaria ter enquanto tentam se matar (se é que alguma vez você já pensou isso). O irmão de Tris acaba sendo muito importante para a continuação da série, já que ele é especial para a irmã.
O livro é bem desenvolvido e por conter mais ação combinada com surpresas, ele se sobressaí um pouco de livros que tratam do mesmo assunto como Destino da Ally Condie e Delírio da Lauren Oliver.


Adorei a protagonista, pela maneira com que conseguiu me contar o que se passa ao redor dela. Divergente me lembrou muito de Jogos Vorazes da Suzanne Collins, e me peguei comparando algumas ideias principais das duas. Mas no final das contas, vejo o quão distintas as duas histórias realmente são. 

Recomendo esse livro para quem ainda não leu. E uma dica: não se baseie totalmente nas opiniões que existem sobre esse livro por aí. Variedade de opiniões é o que não falta nesse mundo e críticas de haters é o que infelizmente há de sobra. 
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2 comentários:

  1. Olá,

    Eu adorooooo DIVERGENTE! Foi uma leitura gostosa e viciante. Tenho até que reler, para poder continuar a trilogia. Pois, mesmo gostando tanto, parei no primeiro, por causa de uns spoilers. Mas pretendo ler ainda este ano.

    Adorei a resenha.
    Beijos!

    http://livrosfilmeseencantos.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana!
      Viciante é a palavra certa para o livro!! Espero que continue até o fim *-*
      Parece que foi ontem que eu li a trilogia. Mas já faz tanto tempo kkkk

      Brigada e beijos ^^

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